Dino Alves: ontem, hoje e amanhã

Por Sandra Dias

A canção ‘ontem, hoje e amanhã’ encerrou, em março, o desfile de Dino Alves. Resumiu a coleção e é o prelúdio de um novo ciclo na história da sua moda.

Entrevistei Dino Alves no inicio de fevereiro deste ano. Umas semanas antes da ModaLisboa Awake O/I 20’21 e de soarem os alarmes da pandemia pelo coronavírus. Com o agravar da epidemia, até então, e com a proximidade da Lisboa Fashion Week, resolvi esperar pelo final do seu desfile para atualizar a entrevista. Entretanto, tudo mudou, a epidemia evolui para pandemia, entrámos em Estado de emergência e tudo ficou em pausa.

Em fevereiro estávamos longe de imaginar uma mudança tão rápida na nossa forma de estar e de viver. De lá para cá a Moda tenta reinventar-se e apoia-se na tecnologia para manter o seu propósito. O desfile de Dino Alves em março passado não só fechou a Lisboa Fashion Week como também encerrou um ciclo na história da moda.

A dualidade presente em algumas peças da sua coleção de O/I 20’21, parecia adivinhar a nossa nova realidade: híbrida, onde o mundo digital se funde com o físico. Na próxima Lisboa Fashion Week o nome de Dino Alves não consta no calendário de desfiles. A sua ausência é justificada pelas circunstâncias e impedimentos logísticos do evento que levaram Dino a optar por não apresentar a coleção de P/V 21 nesta edição da ModaLisboa Mais.

Consciente das dificuldades que se atravessa, em particular no sector da moda, relutou muito em aceitar o convite da ModaLisboa. Apenas o faria se pudesse utilizar o seu tempo e espaço, na Lisboa Fashion Week, para comunicar algo relevante, positivo e enquadrado na atual realidade. Contudo, a produção da ModaLisboa não conseguiu atender às especificidades do seu pedido. Nesta edição o statement de Dino Alves é a sua ausência.

Encontramo-nos no Chiado, no gabinete de imprensa que representa a sua marca homónima. Onde estivemos por mais de uma hora. Se não estivesse a entrevista-lo seria capaz de passar aquela tarde soalheira de inverno a conversar com ele, durante horas. Dino tem um ótimo sentido de humor, uma enorme criatividade e muitas histórias para contar. Mas o que mais me fascina é a sua honestidade.

Nesta entrevista relembramos o Hospital da Roupa, ainda ativo. Este que foi certamente o primeiro projeto de moda de autor, genuinamente sustentável em Portugal. Falou-me das memórias da sua infância e de como serviram de inspiração para a coleção que apresentou e encerrou a Lisboa Fashion Week, no inicio de março.

Dino será sempre um eterno jovem, não apenas pela sua aparência mas sobretudo pela sua postura perante a vida. A moda que faz reflete bem a sua personalidade ousada, gentil e complexa. Complexa porque nunca é somente roupa. A moda é a maneira que Dino encontra para comunicar. O que sente, o que pensa e o que quer criticar ou evidenciar.

Os seus desfiles são sempre aguardados com muita expectativa. Não há dois iguais! Quando observamos as suas coleções, conseguimos ver a evolução de Dino enquanto designer de moda. E identificar as peças que fazem parte da identidade da sua marca homónima. Golas altas, desconstrução de peças e o reaproveitamento dos materiais acompanham-no desde o inicio. Passados vinte cinco anos, Dino Alves diz que continua aprender e que tem aprendido com os seus pares. Mas o que faz e como o faz, são verdadeiramente uma lição de moda para todos.

Esta entrevista foi realizada antes do início da pandemia COVID-19, editada e condensada para facilitar a leitura.

Dino Alves | ModaLisboa | Photo Ugo Camera

Como se descreve, enquanto autor?

Eu sou muito instintivo. Ainda continuo, mas comecei a fazer moda por instinto. A minha formação é em pintura e é claro que não tendo formação em moda sirvo-me mais do instinto. Ando há anos a querer voltar à pintura e às vezes acho mesmo que vou um dia acabar por deixar esta rotina da moda.

De fazer desfiles, coleções e vou voltar-me um bocadinho mais para as artes plásticas e juntar as duas cada vez mais. Quando faço statements e conceitos já estou a usar a técnica das artes plásticas. Como autor, gosto muito de deixar mensagens. São os tais statements que eu tenho sempre apresentado, que têm a ver com a forma como eu estou na vida e o que eu acho de alguns temas.

O seu trabalho é muito caracterizado pelo humor e pela critica.

Sim, pelo sentido de humor. Já houve algumas pessoas que reconheceram isso e acho que acertaram.

Mas a seu sentido de humor não é irónico, o Dino é muito franco quando critica. Concorda?

Nisto acho que sou assim em tudo. E já ouvi muitas pessoas dizer que oitenta por cento da chave do meu sucesso é a honestidade daquilo que faço. Eu nunca me quis vender como o que eu não sou.

Se não tenho dinheiro para investir numa coleção e usar sedas, arranjo um conceito e às vezes até gozo com a minha situação. Como aconteceu com aquele desfile que fiz sobre os desalojados com sacos dos feirantes. E escolho um tema, conto uma estória que tem a ver com isso e as pessoas reconhecem-no.

“Ser criativo é saber falar sem abrir a boca” a frase é retirada de um press release de uma das suas coleções passadas. Continua atual?

Através da roupa, de um bailado, de uma fotografia ou de uma tela conseguimos dizer coisas. Eu não sou poeta nem sou escritor. Não tenho propriamente o dom da palavra e portanto tenho que dizer as coisas que sinto de outra maneira.

E eu só concebo a moda e tudo que é arte dessa forma. Fazer moda apenas pelo design das peças, isso para mim,  não chega se não comunicar. Acho mesmo que não é nada. Eu acho que qualquer pessoa com o mínimo de gosto e informação ao nível de tendências de moda consegue desenhar uma saia, uma camisa ou umas calças. Mas não consegue comunicar apenas com isso.

Qual será, para si, a maior transformação da moda nos próximos dez anos?

Eu não sei  muito bem como responder a isso. Há uma tendência mas isto tem a ver com a situação do planeta e com algumas regras que estão a ser impostas, acho eu, em algumas semanas de moda que é a questão da sustentabilidade. Eu já faço um bocadinho a minha parte.

Sempre fiz com o Hospital da Roupa aliás, eu comecei a fazer moda a costumizar peças. Agora já não faço isso mas tenho o cuidado de usar algodão orgânico, gangas recicladas. As minhas últimas coleções têm sido feitas com deadstock de tecidos. Vou muito a armazéns antigos e a lojas antigas onde compro peças de tecidos que estão lá há vários anos.

A coleção de O/I 19’20 foi feita, a maior parte, com tecidos vintage. E esta coleção de O/I 20’21 também está a ser feita assim. Com peças de tecidos que comprei em lojas antigas aqui na baixa de Lisboa. Isso já é uma forma de sustentabilidade e acho que vai ser assim cada vez mais. Não sei como é que depois se vai manifestar na roupa.

Será que o calendário também vai ser alterado?

Já se nota um pouco. Já há pessoas a fazer coisas em cima da estação. Há desfiles que estão a apresentar agora [fevereiro] o verão 2020. As coisas hoje em dia mudam tão rapidamente, para o bem e para mal. Com as redes sociais o tempo mudou imenso. É tudo tão rápido.

É por isso que se estão a fazer não sei quantas estações intermédias. Há tantas coleções, como por exemplo, resort ou pre-fall e é tudo tão rápido que as pessoas cansam-se rapidamente das peças de roupa que têm. Acho que daqui a dez anos, basicamente mantém-se tudo na mesma. Ou seja, a base é sempre a mesma. Mas espero que com esta questão da sustentabilidade as pessoas comecem a ter alternativas sustentáveis.

Dino Alves P/V 2019 | Moda Lisboa | Photo: Ugo Camera
Dino Alves P/V 2019 | Moda Lisboa | Photo: Ugo Camera

Ainda tem o Hospital da Roupa? Conte-nos como tudo surgiu.

Ainda tenho. É um serviço do atelier, há alturas em que funciona mais e noutras fica mais parado. Foi lançado em 2000. Há vinte anos ainda ninguém falava de sustentabilidade.

As pessoas ainda associam este serviço, às vezes, a um nível de vida com dificuldades, a pessoas que não podem comprar e então por isso recorrem a este tipo de serviço. Mas é completamente errado. A maior parte das pessoas que recorre ao Hospital da Roupa são pessoas ricas e que têm coisas que eram da tia ou da avó.

Portanto, não tem nada a ver com essa coisa de não se poder comprar. É giro dizer isto, para as pessoas perceberem que esta coisa de aproveitar não tem que ver com a falta de dinheiro e que por isso tem que se remendar. Não é um remendar é também pensar no planeta.

Como é que as pessoas reagiram quando lançou o Hospital da Roupa?

Eu já fazia um bocadinho isso, aliás eu comecei por fazer moda assim. Só que fazia de uma forma pouco assumida e não comunicada. E um dia em conversa com a Xana Nunes, ela perguntou-me porque não fazia desta ideia um business.

Quando lancei o Hospital da Roupa não estava nada à espera, fiz um direto para o telejornal da SIC e fiz uma série de coisas para outros meios. Saíram montes de noticias na imprensa. E eu sempre a dizer às pessoas – isto não é um hospital de roupa. É um serviço do meu atelier, não estejam à espera de vir a um hospital de roupa, com uma recepção e com um consultório. – Eu muito aflito para as pessoas não imaginarem uma coisa que não era. (risos)

No inicio foi de facto um grande boom. Eu não estava à espera; noticias, reportagens, tudo bem mas diretos para o telejornal, não estava à espera, eu estava envergonhadíssimo. Mas isso acontece-me imenso, até quando comecei a ser contactado para dar estágios.

Eu estive para aí quatro anos que dava desculpas, porque pensava, eu não tinha nada para ensinar por não ter curso de moda. Mas depois comecei a perceber, que a técnica já as pessoas aprendem nas escolas. As que me contactavam estavam à espera de ver o outro lado. Que é a parte criativa, de como eu olho para as coisas. Como é que eu interpreto as coisas e as torno em roupa. Era essa parte.

Não tinha noção do seu valor?

Não.

Mas isto é ser muito modesto.

Porque eu achava que, se eu não fiz curso de moda…

É muito humilde, em tudo, na vida?

Há uma coisa que eu tenho a noção, acho que tenho um dom especial em termos criativos. De resto eu sempre disse e continuo a dizer que os meus colegas, qualquer um deles faz roupa melhor do que eu.

Agora, eu tenho uma coisa que me distingue deles. Eu sei contar estórias. Tenho um lado plástico e tenho uma ideia que depois consigo juntar a uma ideia de espetáculo. Acho que sempre tive uma noção muito boa de espetáculo. Eu sei o que funciona, eu sei o que é o ritmo.

Acho que ser humilde não é necessariamente achar-se coitadinho. As pessoas às vezes associam a humildade a ser-se coitadinho. Não tem nada a ver com isso. Gosto de ouvir opiniões. Sem humildade nunca se consegue evoluir. Eu continuo a pensar assim.

Dino Alves O/I 20'21 | ModaLisboa | Photo: Ugo Camera
Dino Alves O/I 20'21 | ModaLisboa | Photo: Ugo Camera

O que nos pode contar sobre a coleção O/I 20’21 que vai apresentar em março?

É quase como que a minha história. Eu nasci e vivi no campo até aos dezassete anos. Fiz lá a minha adolescência. E vou incluir tudo aquilo, que tem a ver com o campo, como por exemplo, a história da Páscoa que é super importante para mim.

Porque era a altura em que havia uma movida doméstica que eu adorava. Faziam-se noitadas, porque a minha tia cozia os bolos da Páscoa. Ela fazia para nós e depois toda a gente na aldeia começou a pedir-lhe. E então ela fazia fornadas. Havia aquela coisa de aquecer o forno de lenha, de amassar os bolos. Eu adorava rapar no fim o alguidar de barro. Eu adorava aquilo! O cheiro do bolo quando saia do forno, com manteiga acompanhado com café.

E depois vim para a cidade e comecei a ver outras coisas que me completaram. Esta coleção conta um bocadinho essa história. E é a mistura de uma série de coisas que eu apreendi quando vim de lá. Há uma imagem que eu tenho da minha primeira comunhão, em que ia giríssimo.

Eu era uma criança a quem toda a gente dizia “ai que lindo menino”. Até aos catorze, quinze anos confundiam-me sempre com uma rapariga e eu ficava possesso. Ainda por cima tenho uma irmã dois anos mais velha, e andávamos sempre juntos. A minha mãe tinha muito gosto em arranjar-nos muito bem. Eu era assim mais lourinho e usava o cabelo por aqui [corte à tigela].

Dino Alves O/I 20'21 | ModaLisboa | Photo: Ugo Camera
Dino Alves O/I 20'21 | ModaLisboa | Photo: Ugo Camera

Na primeira comunhão, a maior parte dos rapazes foram vestidos com batinas e eu fui de meias de renda pelos joelhos, sapatinhos, calções azuis escuros de veludo, colete com decote redondo também de veludo e camisa com folhinhos. Tenho esta imagem de ir na procissão e ver as pessoas a cochicharem sobre mim.

Vou misturar isso com a parte urbana. Estou a fazer saias que parecem quase de catequista mas depois com um detalhe qualquer que lhe dá um ar futurista. Ou com uma coisa qualquer fluo que dá um ar meio urbano, meio streetwear.

Portanto, é um bocadinho essa mistura. Outra imagem que tenho dos anos 70, são as camisolas de gola alta de malha. Que é uma peça que faço sempre. Desta vez estou a faze-las de ganga elástica. São camisolas de gola alta mas parecem ao mesmo tempo camisas. Porque têm os bolsos e os pespontos das camisas de ganga.

Estou a trabalhar as peças para que pareçam uma coisa mas que afinal são outra coisa. Quando cheguei à cidade percebi mais isso. As pessoas parecem uma coisa que não são. E não só as pessoas! As pessoas e tudo. Mas também para o bem. Há pessoas que depois de conhece-las surpreenderam-me pela positiva.

Neste desfile vai haver alguma mensagem ou critica associada?

A critica é um bocado esta, às pessoas. Eu sou capaz de ouvir uma ária de opera e gostar, como vou concertos pop e gosto. Posso ir a um espetáculo comercial ou uma coisa intelectual e gostar de ambos.

Vou dar um exemplo extremo, se ouço Ágata as pessoas perguntam-me logo: “Mas tu ouves isso, isso é horrível”. Mas há alturas em que eu acho isso engraçado. Dá assim um up qualquer. Mas depois vou à opera e adoro. Só que encontra-se muita gente que tem vergonha de gostar de certas coisas. Esta coleção fala um pouco disto.

Vai voltar a fechar a Lisboa Fashion Week | ModaLisboa Awake.

Vou, sou o último e sinto esse peso de fazer qualquer coisa, que acabe ali. Eu já fiz coisas emocionantes mas depois no final gosto sempre de acabar de uma forma mais positiva. Portanto, para o final escolho uma música feliz.

Agora ando aqui a cozinhar, como eu digo, a plasticidade da coisa. É ter uma ideia e saber como é que dali se consegue pôr aquilo em cenário, ou em performance. Já tive umas ideias mas estou ainda a ver. O espaço dos desfile também não dá para muita coisa. Porque é um corredor muito comprido e não tem muita dimensão. Não sei, deixa ver até lá.

Aderiu ao desafio do Luís Buchinho. O que o motivou a participar?

Foi a empatia com tudo, com ele, com o projeto. Há um aspecto curioso, as pessoas de fora têm muito a ideia que neste mundo há muita rivalidade, que não gostamos uns dos outros.

O mundo da moda está mais exposto e isto suscita mais curiosidades. Eu tenho um orgulho imenso de me dar bem, de falar, de pedir conselhos, pedir ajudas. Lá está, outra coisa que se não se for…(silêncio) Se tenho uma duvida ligo logo à Alexandra Moura, ao Nuno Baltazar ou a quem seja a pedir ajuda.

Ainda há pouco tempo o Nuno deu-me um contacto porque disse-me que eu não podia estar a comprar sedas em qualquer sítio. Existe esta coisa, dou-me muito bem com eles e adoro-os a todos. Portanto teve muito a ver com isso. E aderi também porque olho para as minhas coisas, agora com alguma distancia, e penso: caramba eu já fiz coisas inacreditáveis.

De facto há muita gente que não conhece. Estes miúdos novos não sabem e se calhar é bom eles perceberem o que já foi feito. A história da moda em Portugal já não é assim tão pequenina. Temos ganho algum terreno.

Trabalha há mais de 25 anos em moda. Quando olha para o passado que lições tira do seu percurso?

A verdade ganha sempre, quando se faz as coisas com honestidade e com verdade. Quando era convidado para ir falar a diferentes sitos, eu tentava sempre ensaiar, uns dias antes, uma espécie de discurso.

E chegava sempre à conclusão:  Dino está quietinho, não vale a pena. Chegas lá se fores honesto, sincero e espontâneo, corre sempre bem. E é um facto, naquilo que faço, verdade e honestidade resultam sempre.

O que é para si a sustentabilidade na Moda?

É pensar na vida que aí vem e no mundo. As coisas estão à acontecer muito rapidamente. As coisas que há vinte anos falávamos com algum receio já estão a acontecer. É usar aquilo que se tem para fazer outras coisas novas e isso também passa por outros conceitos.

Eu também aplico a reciclagem nas ideias. A moda é uma das industrias mais poluentes. Eu já estou aos pouquinhos a fazer a minha parte e se todos fizermos já é alguma coisa. Tenho um projeto que já era para ter lançado para aí há dois anos e quero mesmo lança-lo brevemente.

É uma marca nova com uma ideia de sustentabilidade muito forte e de intervenção social, também muito forte. Que é acessível, e quando digo acessível, é para que toda a gente a possa comprar. Feita somente com desperdícios de tecidos.

Porque sobram sempre 20, 50 centímetros, um ou dois metros de tecidos de outras estações que depois não uso na próxima coleção. Quero fazer isto mas requer algum empenho. E ainda inclui uma parte social que também acho muito interessante. Quero mesmo lançar esta marca.

Qual é o seu motto?

Acaba por ser aquele que disse há bocado, ser verdadeiro. Eu sou assim. Sou uma pessoa bem disposta e não cultivo esta coisa de estar sempre para baixo. Tenho as minhas mágoas mas isso até pode tornar-me um artista mais criativo. Considero-me realizado, faço aquilo que gosto. Consegui alcançar alguma coisa, como por exemplo, uma marca na história da moda portuguesa.

O meu lema de vida é deixar uma marca que as pessoas reconheçam de integridade e com valores. Basicamente é não fazer mal aos outros, não ser incorreto com os outros e não ser invejoso. São essas coisas! Não é nada de especial. Acho que é o que deve ser. Eu não consigo desassociar o artista da pessoa.

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